The Project Gutenberg eBook of Cervantes e Portugal

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Title: Cervantes e Portugal

curiosidade literaria

Author: Carlos Barroso


Release date: August 22, 2007 [eBook #22378]

Language: Portuguese

Original publication: Lisboa: , 1872

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CERVANTES E PORTUGAL


CURIOSIDADE LITTERARIA


POR


CARLOS BARROSO


DEDICADA AO RESPEITAVEL DR. E. W. THEBUSSËM
BARÃO DE THIRMENTH

LISBOA
ANNO 325 DO NASCIMENTO DO AUTOR DE D. QUIXOTE




CERVANTES E PORTUGAL


Los libros de caballería son la protesta contra el feudalismo, y Cervantes la gran estátua que corona el renacimiento.
Emilio Castelar.


Manco de Lepanto
Galatea




D. Quijote




Palmeirim de Inglaterra
discreto
Diana










pomposo
grande
caballero de los leones




excelentisimo






«¡Que tengo de despedirme
De ver el Tajo dorado!
¡Que ha de quedar mi ganado,
Y yo triste he de partirme!»

É pena que tão deslumbrante producção ficasse por acabar e que o leitor ignore se os zagaes do manso Henares chegaram a rechassar o pastor estranho.



Novellas Exemplares


Hespanhola ingleza




Licenciado Vidraça
tiño
tinjo


Força do sangue


Zelloso extremenho




Colloquio dos cães


Tia fingida








Trabalhos de Persiles e Segismunda


famosa


Sangian


de plebeya y cortesana gente
por tener casi en costumbre el morir de amores los portugueses


AQUI JAZ VIVA A MEMORIA
DO JÁ MORTO
MANUEL DE SOUSA COUTINHO,
CAVALHEIRO PORTUGUEZ,
QUE SE NÃO FOSSE PORTUGUEZ AINDA VIVERA.
NÃO MORREU ÁS MÃOS
DE NENHUM CASTELHANO,
MAS SIM ÁS DO AMOR, QUE TUDO PÓCE;
PROCURA SABER SUA VIDA,
E INVEJARÁS SUA MORTE,
PASSAGEIRO.

O qual lido por Periandro confirmou que excede na composição de epitaphios a gente da nação portugueza.

O cavalleiro que entrega o menino recemnascido a Ricla, diz-lhe que seus inimigos o perseguem, e que se por alli passarem e lhe perguntarem por elle, diga-lhes que apenas tinha visto tres ou quatro homens a cavallo que iam gritando á Portugal, á Portugal.

Mais adiante conta o polaco as suas aventuras em Lisboa, onde inopinadamente mata certo fidalgo, filho de uma senhora, em cuja casa se refugia o assassino para subtrahir-se á justiça; a mãe do assassinado sem saber do caso, esconde-o por detraz dos tapetes de sua mesma alcova, tem a generosidade de não o entregar á justiça depois de saber do crime que o seu protegido havia commettido, e para não faltar á hospitalidade perdôa-lhe, e dá-lhe fuga pela porta occulta de seu jardim.

Ao fallar Cervantes de Valencia e de suas lindas mulheres, diz que é gracioso o dialecto valenciano, e que só com o idioma portuguez puede competir en ser dulce y agradable.

O sumptuoso palacio de Manases em que se hospedaram os peregrinos em Roma achava-se situado junto ao arco de Portugal.

Emfim, o retrato da bellissima Auristela feito em Lisboa por um pintor portuguez, foi por outro pintor comprado em França e d'alli transportado á Hespanha.



Viagem do Parnaso


«Galas Milan, y lusitania amores.»



«Aquel discreto Juan de Basconcellos
Venia delante en un caballo bayo,
Dando á las musas lusitanas celos.



«Así como las naves que cargadas
Llegan de la oriental India á Lisboa,
Que son por las mayores estimadas;
Esta llegó desde la popa á proa
Cubierta de poetas, mercancia
De quien hay saca en Calicut y en Goa.



«De la alta cumbre del famoso Pindo
Bajaron tres bizarros lusitanos,
A quien mis álabanzas todas rindo
Con prestos pies y con valientes manos
Con Fernando Correa de La Cerda
Pisó Rodriguez Lobo monte y llanos.
Y porque Febo su razon no pierda,
El grande Don Antonio de Ataide
Llegó con furia alborotada y cuerda.





Guarda cuidadosa
hilo portugués








Lisboa, aos 18 de fevereiro de 1872.


NOTA


Galatea
Canto de Caliope


Tu que de luso el singular tesoro
Irigiste en nueva forma á la ribera
Del fertil rio, á quien el lecho de oro
Tan famoso le hace adonde quiera;
Con el devido aplauso, y el decoro
Devido á ti, Benito de Caldera,
Y á tu ingenio sin par prometo honrarte,
Y de lauro, y de hiedra coronarte.



FINIS CORONAT OPUS.